terça-feira, 10 de abril de 2012

Servidores de Natal suspendem greve


Os olhares atentos e vigilantes do Batalhão da Polícia de Choque (BpChoque), Rocam e da Cavalaria da Polícia Militar, acompanharam ontem toda a movimentação dos servidores municipais de Natal que, após a decretação de ilegalidade da greve pelo Tribunal de Justiça (TJ-RN), decidiram em assembleia realizada na Praça Sete de Setembro, pela suspensão do movimento até a próxima segunda-feira. Até lá, os servidores esperam que a Prefeitura encaminhe a proposta de definição da data-base, a principal reivindicação da categoria. A decisão do TJ-RN, concedida pelo desembargador Vivaldo Pinheiro, determinava o imediato retorno dos servidores às atividades de trabalho sob pena de pagamento de multa por dia de atraso.


 Fotos: Fábio Cortez/DN/D.A Press
Segundo a presidente do Sinsenat, Soraya Godeiro, os servidores resolveram suspender o movimento para dar uma resposta à Prefeitura de Natal de que não negocia com servidores em greve. "Suspendemos o movimento e agora queremos ver qual vai ser a atitude da prefeita Micarla de Sousa que há cinco meses vem protelando a definição da data-base dos servidores", disse a dirigente sindical. Ela prometeu um novo acampamento na praça na próxima segunda-feira, a partir das 8h, caso a Prefeitura não encaminhe uma proposta aos servidores.

Após a realização da assembleia, os servidores saíram em passeata pela avenida Rio Branco e Centro da cidade, com uma parada em frente à Secretaria Municipal de Tributação (Semut), encerrando a manifestação com uma concentração de alguns minutos em frente ao Palácio Felipe Camarão, sede da prefeitura de Natal. Todos os movimentos foram seguidos de perto por duas viaturas da Polícia de Choque, três da Rocam e um grupo de três policiais da Cavalaria Armada. Na passeata, os servidores ocuparam uma faixa da rua Ulisses Caldas, avenida Rio Branco e rua Câmara Cascudo, deixando a outra faixa livre para o trânsito. Não houve problemas no percurso.

"Exagero"

Para a presidente do Sinsenat, Soraya Godeiro, a presença marcante da PM na manifestação pacífica dos servidores foi um exagero, diante de todo o quadro de insegurança que vive a cidade. "Além disso, já havia feito um acordo com a PM de que não acamparíamos em frente à Prefeitura e ocuparíamos apenas a Praça Sete de Setembro para realizarmos a assembleia. A ideia que se tem de Batalhão de Choque é que é chamado em último caso. Sermos seguidos a todo instante por policiais armados que estavam ali não apenas para garantir a segurança e organizar o trânsito, mas para impor autoridade, foi constrangedor e desnecessário", desabafa Soraya Godeiro, apontando matéria publicada na sexta-feira (6) no Diário de Natal onde, num percurso de 60 km durante três horas, a reportagem encontrou apenas três viaturas da PM fazendo patrulhamento ostensivo.

Ao ser entrevistado, o comandante da PM potiguar, coronel Francisco de Araújo Silva, confirmou que deu ordens ao efetivo policial para que não permitisse a obstrução das vias e garantisse a ordem da manifestação. "Nós sabemos que a manifestação é um ato lícito,mas não podemos mais aceitar a interdição de ruas importantes de grande fluxo de veículos nem atos de desordens que atinjam o patrimônio público e o direito de ir e vir das pessoas", justificou o coronel. 


Fonte: Diário de Natal

Nenhum comentário:

Postar um comentário