quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Brasil Sem Miséria vai combater as doenças da extrema pobreza





Tuberculose, hanseníase, esquistossomose, malária, helmintíase (causada por vermes parasitários, como a tênia) e tracoma (infecção no olho causada por bactéria) são os principais males que atingem os 16,2 milhões de brasileiros que se encontram na extrema pobreza. A reafirmação de um dos objetivos do Plano Brasil Sem Miséria – o de combater as doenças relacionadas à miséria – foi feita no 8º Congresso Brasileiro de Epidemiologia, em São Paulo.

Para o secretário executivo do MDS, Rômulo Paes de Sousa, as ações integradas do Brasil Sem Miséria são ferramentas pertinentes para o combate dessas doenças. "As estratégias focadas na transferência de renda, segurança alimentar, habitação e saneamento, saúde, educação e aprimoramento da qualidade dos serviços públicos oferecidos são escolhas corretas para enfrentar esses males", disse.

Regiane de Paula, assessora da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, acredita que o Brasil Sem Miséria é o compromisso político de combate às chamadas doenças negligenciadas e às iniquidades na saúde. Durante o painel "Epidemiologia das doenças negligenciadas", do qual também participou o secretário executivo do MDS, Regiane fez um chamamento: "É necessário que a sociedade civil organizada e parceiros dos setores privados se insiram nessa e em outras ações sustentáveis".

Exemplo – Alguns estados definiram outros males como doenças negligenciadas. Pernambuco, por exemplo, apresentou o Projeto Sanar. Nele, constam mal de Chagas, tuberculose, hanseníase, esquistossomose, filariose, tracoma e geo-helmintíase (doença relacionada com o contato direto em solo ou com alimentos infectados com parasitas). O programa tem orçamento inicial de R$ 2,4 


Fonte: Boletim MDS

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