Uma das principais críticas à Comissão da Verdade, grupo recém-criado pela presidente Dilma Rousseff para apurar os crimes cometidos pelo Estado durante a ditadura, diz respeito ao seu tamanho. Serão apenas sete integrantes para estudar documentos, ouvir depoimentos e preparar relatórios no prazo máximo de dois anos.
Uma possível forma de atenuar esse problema é a criação de comissões estaduais, no âmbito das assembleias legislativas. O Estado de São Paulo pode ser o primeiro exemplo. Na quinta-feira (15), os deputados estaduais paulistas deverão votar pela criação da Comissão da Verdade local. De autoria do deputado estadual Adriano Diogo (PT), a comissão paulista cuidaria do levantamento dos casos não apurados no Estado. “Se houver uma demanda da Comissão da Verdade Nacional, nós vamos funcionar como um apêndice dela”, afirma Diogo.
De acordo com o texto elaborado por Diogo, a Comissão da Verdade de São Paulo tem por objetivo “promover o esclarecimento dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres”. Além disso, pretende “identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionadas à prática de violações de direitos humanos e suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade”.
Fonte: Revista Época
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