sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Coaf aponta operações 'atípicas' de R$ 855,7 milhões no Judiciário.


O presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Nelson Calandra, afirmou nesta sexta-feira (13) que o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em fevereiro de 2011, é uma "devassa" na vida de magistrados e servidores do Poder Judiciário, o que não seria permitido pela Constituição.
"A corregedora do CNJ [ministra Eliana Calmon] e nenhum brasileiro, por mais popular e glamouroso que seja, pode estar acima da Constituição, acima das leis ou do Supremo Tribunal Federal", disse Calandra.
Os dados do Coaf, enviados pela corregedora do CNJ, Eliana Calmon, ao Supremo nesta quinta (12), revelaram movimentações financeiras "atípicas" de R$ 855,7 milhões de 3.426 juízes e servidores do Poder Judiciário entre 2000 e 2010.
Apesar de o documento enviado pelo Coaf à corregedoria do CNJ não citar nomes ou CPFs individualmente, as entidades que representam magistrados reclamam da repercussão desses dados para a imagem dos juízes, que passam a ser vistos como "suspeitos".
Calandra afirma que, em muitos casos, magistrados são casados com empresários ou se aposentaram e passaram a atuar no ramo privado, o que, segundo ele, justificaria a movimentação de valores "atípicos".
"A magistratura é honesta e cumpridora dos seus deveres. As entidades querem que os errados sejam punidos e afastados, mas não podemos concordar com uma devassa. Temos uma Constituição e, por isso, as pessoas não podem tomar nas mãos o dever de fazer justiça. Esse movimento desacredita o Judiciário no Brasil inteiro", afirmou o presidente da AMB.
Fonte: G1

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