sexta-feira, 1 de junho de 2012

DUAS RODAS: Motos já respondem por metade de mortes em BRs


Os acidentes envolvendo motocicletas já respondem por 50% das mortes nas rodovias federais do Rio Grande do Norte. A estatísticas do Hospital Walfredo Gurgel, para onde vai a maioria das vítimas de acidentes de trânsito que ocorrem em Natal e no interior do Estado,   reforçam esse dado, pois das 5.291 pessoas feridas que deram entrada  naquele pronto-socorro no ano passado, 59,61% eram  motoqueiros.

Adriano AbreuAcidentes também aumentam número de vítimas feridas
Acidentes também aumentam número de vítimas feridas

De acordo com o Departamento da Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Norte, nos últimos cinco anos, o percentual de mortes sobre veículo de duas rodas, nas BRs , que   foi de 29,38% em 2007, subiu para 43,72% no ano passado e somente neste primeiro semestre de 2012, foi a 50%.

Segundo o Núcleo de Acidentes da PRF, em 2007 morreram 177 pessoas vítimas de acidentes nas rodovias federais que cortam o Rio Grande do Norte, sendo pilotos ou carona de motocicletas. Em 2011, o número total de mortes foi de 183, dos quais 80 vítimas viajavam de motocicletas. Em 2012, essa relação foi 54 mortes, das quais 27 em duas rodas.

O índice de pessoas feridas também chama a atenção da PRF, pois dos 1.612 feridos, 632 ou 39,2% estavam em cima de uma moto. Já no ano passado foram 2.124 feridos, dos quais 1,157 (54,47%) estavam em duas rodas. Em 2012, dos 658 feridos, 350 (53,19%) envolveram-se em acidentes com motos.

As estatísticas do Hospital Walfredo Gurgel, que é referência em atendimento de politraumatismo no Estado, mostram que dentre as 5.291 vítimas ali socorridas, 3.154 eram motoqueiros, enquanto 997 eram passageiros de veículos automotores, 418 motoristas e 722 pedestres. No primeiro trimestre deste ano, a relação continua a mesma, o maior número de vítima é de motoqueiros (1.593), contra 335 pedestres, 168 motoristas e 513 pedestres.

MOTIVOS 

O Samu Natal não tem dados atualizados sobre o número de acidentes e de vitimas envolvidas, mas o seu coordenador administrativo, Kleiber Rodrigues, disse que os casos de acidentes envolvendo motoqueiros é preocupante, inclusive porque é crescente o número acidentes envolvendo moto de 50 cilindradas, em que não se exige que o piloto tenha carteira de habilitação. "A gente vê  que, muitas vezes, é um garoto ou um adulto que nunca pegou numa moto e não passaram por uma auto-escola", disse ele.

Mesmo não sendo obrigatória a carteira de habilitação para quem pilota esse tipo de veículo, Rodrigues disse que pelo menos a legislação de trânsito exige o uso de capacete: "Hoje mesmo (ontem) vi uma pessoa na garupa de uma moto dessa sem capacete e o piloto usando o capacete no braço".

Além do crescente número de veículos rodando em Natal, avaliou Rodrigues, o aumento de motocicletas em circulação é muito maior, devido as facilidades que uma pessoa tem, agora, para adquirir um veículo desse tipo, porque o preço "é barato e e valor do financiamento muito baixo".

Segundo Rodrigues, afora as mortes no trânsito, uma vítima de acidente de moto pode sofrer sequelas e até prejuízos financeiros e sociais, como ocorrem com motoboys, "que têm de se afastar do trabalho por algum período", em casos de acidentes graves.

A informação do Samu Natal é que o maior número de acidentes de trânsito ocorrem nas avenidas Salgado Filho/Hermes da Fonseca - Engenheiro Roberto Freire - BR 101 e ainda na Tomaz Landim,  João Medeiros Filho e Moema Tinoco da Cunha Lima, na Zona Norte e na  Ranieri Mazili, Zona Oeste. 



Fonte: Tribuna do Norte

AFTOSA: Mapa fará auditoria no RN em julho


O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho, deixou claro durante visita a Natal, ontem, que o Mapa  vai cobrar dos estados o cumprimento de todas as etapas do cronograma sanitário do Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA). Pelo menos, até outubro, as barreiras sanitárias à comercialização de animais e produtos da pecuária, impostas pelos estados que tentam se tornar áreas livres de aftosa sem vacinação - e que vêm afetando o Rio Grande do Norte - continuam. Em julho, o Mapa faz uma nova auditoria no estado para avaliar se está apto a passar de área de risco médio da doença para área livre com vacinação, como os vizinhos.

Júnior SantosAtualmente os pecuaristas do Rio Grande do Norte enfrentam barreiras para vender animais e produtos em outros Estados
Atualmente os pecuaristas do Rio Grande do Norte enfrentam barreiras para vender animais e produtos em outros Estados

Em agosto, o rebanho será submetido a uma sorologia, que vai atestar se o vírus da febre aftosa circula ou não no Estado. Mas o cronograma prevê ações até outubro, quando serão analisados os resultados e avaliado, junto com outros dados operacionais dos serviços veterinários estaduais, se o bloco (Rio Grande do Norte e a Paraíba) poderá ser reconhecido como livre de aftosa com vacinação. Os dois estados são os únicos do Nordeste com status de risco médio e a imunização do gado pode garantir o avanço para área livre de aftosa com vacinação, elevando o Estado ao patamar dos demais estados nordestinos. 

No RN, o rebanho está calculado em quase 1 milhão de cabeças, considerando dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Idiarn) referentes à última campanha de vacinação. Ontem, o ministro afirmou que "o Ministério não vai abrir mão do calendário". "Em julho, queremos proceder auditoria que vai permitir que esse processo caminhe, de acordo com as etapas programadas". 

Mendes Ribeiro mostrou-se confiante de que é possível cumprir o calendário sanitário estabelecido pelo Mapa e de que o Estado consiga fazer os ajustes necessários e participar do processo de ampliação da área livre de aftosa com vacinação. "Esse é o nosso desejo. Queremos avançar juntos e essa é uma prioridade para o governo federal. Não faltarão recursos, mão de obra e apoio por parte do Ministério", garantiu.

O ministro afirmou que "é um desafio termos municípios declarados livres de febre aftosa com vacinação e já buscarmos o status de municípios livres de febre aftosa sem vacinação". Pelo calendário sanitário do PNEFA  até 2013 os estados devem alcançar o status de área livre de aftosa (sem vacinação). É quando o governo brasileiro vai encaminhar pedido à organização dos Estados Americanos (OEA) para que defina o Nordeste brasileiro live de aftosa, sem vacinação.

"Estamos cumprindo etapas. O ministério está trabalhando com segurança e temos  bastante tempo para chegar à ser uma área livre de aftosa", afirmou o secretário estadual de Agricultura, Betinho Rosado.  O ministro veio a Natal para o encerramento da primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa, solenidade que aconteceu no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, no município de Parnamirim (RN).

Ministro critica política de abastecimento

Os efeitos da estiagem seriam bem menores, se as políticas de abastecimento e armazenamento estivessem bem estruturadas no país e nos estados brasileiros. Foi o que admitiu o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho, ontem pela manhã, em Natal. "Onde está a política de abastecimento? Onde  está a política de armazenamento desse país? Se temos a Conab [Companhia Nacional de Abastecimento] temos que resgatar tudo isso", asseverou.

Mendes Ribeiro afirmou que  o governo federal quer uma política regional que identifique as necessidades de cada região e possa nortear uma ação eficaz do governo federal, em parceria com os governos estaduais para suprir as deficiências regionais. "Vamos fazer isso em todas as áreas", disse o ministro, "como estamos fazendo na Defesa Animal".

O ministro acrescentou que "o convívio com a seca é um ato de fé porque é extraordinariamente difícil", mas afirmou que para amenizar a crise, o Governo Federal está realizando ações interministeriais, que envolvem desde o preço e estoque do milho até a liberação de recursos e aumento na distribuição e acesso à água. "Essas medidas ainda não estão chegando aqui, mas chegarão", garantiu. 

No Rio Grande do Norte, a operação-pipa, comandada pelo Exército, por exemplo, já foi retomada na maioria dos municípios. O governo federal também liberou crédito de R$ 10 milhões para as ações de Defesa Civil no Estado e outros R$ 2,3 milhões para recuperação de poços tubulares. Apesar de não dispor de dados, Mendes Ribeiro adiantou, que o leilão de 500 mil toneladas de milho dos estoques públicos, autorizado pelo governo federal e operacionalizado pela Conab, ontem, foi positivo. 

A intenção é garantir a oferta do grão nos estados do Sul e do Nordeste afetados pela estiagem e para os do Norte, onde as cheias prejudicaram a produção. De acordo com portaria interministerial, o preço do milho chegará aos agricultores familiares ao preço de R$ 18,10, na compra de até 3 mil quilos. Para o restante dos produtores, o produto sai a R$ 21,00. O ministro salientou que aguarda a publicação de uma outra portaria que elevará a cota de comercialização por produtor, de 14 toneladas para até 27 toneladas. "Se temos esse parâmetro para o Rio Grande do  Sul, precisamos ter a mesma disciplina pelo Nordeste". 

Recursos para defesa animal serão destravados

Dois apelos foram feitos pela governadora Rosalba Cialini ao ministro Mendes Ribeiro Filho. O primeiro para a retomada de convênio que permite repasse de recursos da ordem de R$ 1,2 milhão/mês ao Idiarn. Esses recursos não estão sendo repassados desde junho, por causa de inscrição, por inadimplência, do governo do Estado no Cauc - Cadastro Único de Convênios. Os recursos seriam utilizados em ações nas áreas de Defesa Animal e Vegetal.

"Na próxima semana, vamos mudar isso. O dinheiro que vem para a Defesa não pode ter impedimentos como esse", prometeu o ministro. Segundo ele, o governo federal estuda desconsiderar a inscrição dos governos no Cauc ou Cadim para efeito de repasses para a Defesa Animal e Vegetal, por serem áreas consideradas de saúde pública. Ele pediu que o contato do governo com o Mapa "seja o mais amiúde possível" "Não quero ter dificuldades de recursos chegando no Rio Grande do Norte", afirmou.

Juntos, os demais estados brasileiros estão recebendo verbas anuais da ordem de R$ 900 milhões para a Defesa Animal e Vegetal. "Vamos  providenciar para que o Estado possa receber os recursos necessários, independente de qualquer situação, de qualquer tipo de cadastro que venha a atrapalhar  o repasse", garantiu Mendes Ribeiro. Outro pedido da governadora foi para que o Mapa mantenha em funcionamento os escritórios e depósitos da Conab, mesmo após a estiagem.

Rosalba disse que o governo "está fazendo todas as ações para reorganizar o Idiarn e as ações de Defesa com recursos próprios porque, infelizmente, os recursos do convênio não estão chegando". No Idiarn, foram convocados, este ano, 20 novos médicos veterinários fiscais, do último concurso público, e feita a incorporação de quase 40 médicos veterinários do quadro da Secretaria Estadual de Agricultura.  O governo também já encaminhou à Assembleia Legislativa projeto de lei que estabelece todas as normas do controle sanitário.

Vacinação deve ser declarada até o dia 15

A vacinação do rebanho potiguar prossegue até o próximo dia 15, mas o prazo de compra da vacina encerrou ontem, 31. A partir desta sexta-feira, 1º, os criadores só poderão comprar as doses mediante autorização do Idiarn, mas receberão um auto de infração. O dia 15 de junho é a data limite para que os pecuaristas apresentem a declaração de vacinação em um dos escritórios da Emater-RN, Idiarn ou nas sedes das prefeituras municipais.

Até ontem, o Idiarn contabilizava 850 mil vacinas comercializadas, das 862 disponibilizadas. Além das doses vendidas, o Governo do Estado fez a doação de 300 mil doses para pequenos criadores, com até dez cabeças, a partir de convênio com a Federação da Agricultura do Rio Grande do Norte (Faern). A meta é vacinar 926,5 mil cabeças.  Em 2011, o índice médio de cobertura vacinal foi de 86%.

"Vamos conseguir sair de risco médio para área livre de aftosa com vacinação. Temos que estar livres para que nossos animais possam trafegar e serem comercializados sem nenhum prejuízo", observou a governadora Rosalba Ciarlini. 

As últimas suspeitas de aftosa no Estado foram registradas no ano de 2000, segundo Betinho Rosado. Ele disse que acredita que, na Festa do Boi, realizada anualmente, em outubro, o Estado estará com status de área livre com vacinação. "Com os índices de venda já obtidos e as doses doadas já podemos considerar que teremos uma excelente cobertura vacinal", ressaltou Rosado. As barreiras sanitárias, que restringem a entrada  do rebanho potiguar nos estados de Alagoas, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Piauí e parte do Pará, foram montadas desde o dia 17 de maio e sabe-se que já trouxeram alguns prejuízos ao Estado. 

Um caminhão carregado com 3,5 mil quilos de queijo, da empresa potiguar Tapuio Agropecuária Ltda, ficou apreendido por 26 horas em barreiras sanitárias dos estados do Piauí e Ceará, entre os dias 20 e 21 de maio. Embora a apreensão tenha sido equivocada, na avaliação do Mapa - visto que o produto tem autorização para circulação livre em território nacional - representantes do setor pecuarista alegam que o caso dá mostras do rigor com que o trânsito de animais passa a ser tratado durante o período em que o estado se mantiver fora da avaliação para mudança de status.



Fonte: Tribuna do Norte

INSEGURANÇA: Seturn volta a registrar assaltos a ônibus em Natal


A história parece se repetir nos transportes coletivos de Natal. A sequência de assaltos a ônibus na capital potiguar volta a assustar usuários, motoristas e cobradores. Segundo dados repassados pelo  Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros, nos últimos 15 dias, houve 18 casos de assaltos a ônibus que fazem as linhas dentro da capital. De acordo com o diretor do Sindicato, Augusto Maranhão, a empresa que mais sofre com as ações criminosas é a Guanabara, por possuir o maior número de veículos nas ruas e realizar os trajetos onde há maior incidência dos crimes.

O trecho da avenida Bernardo Vieira entre a Avenida 6 e o viaduto da Urbana, por exemplo, é citado por Augusto Maranhão como um dos mais críticos com relação à ocorrência de assaltos. Os bairros Planalto, Rocas, Areia Preta, Mãe Luíza e Cidade Nova também aparecem entre os locais de mais incidência de abordagens por parte de criminosos aos ônibus. Maranhão acredita que somente com a implementação de um trabalho "mais ostensivo" da Polícia Militar de abordagem aos transportes coletivos esta realidade possa ser mudada. "A polícia precisa estar diuturnamente fazendo blitz para conter essas ações. Com o menor relaxamento, o problema volta", explicou o empresário.

Do outro lado, o coronel da PM Alarico Azevedo, comandante do policiamento na Região Metropolitana, afirma que diariamente os policiais realizam barreiras em horários e locais diferentes da cidade. O comandante-geral da PM no Rio Grande do Norte, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, confirmou as informações repassadas por Alarico. Segundo o comandante, as blitzen, inclusive, têm dado resultado, com a prisão de vários assaltantes que poderiam agir nos coletivos. Araújo diz ainda que a polícia lida também com a grande quantidade de ônibus na capital. A frota de circulação de diária de ônibus em Natal é de 800 veículos, realizando quatro viagens cada, num total de 3.200 viagens por dia. Além de dar conta da segurança dos ônibus, a PM precisa também cobrir as demais regiões da capital, e uma priorização no combate aos assaltos a ônibus desfalcaria o efetivo nas demais localidades da capital potiguar.

Em janeiro deste ano houve um aumento de assaltos a transportes coletivos em Natal. Mais de 30 crimes foram registrados. A Polícia Militar realizou uma operação de combate. Após a "Operação Transporte Seguro", fevereiro foi considerado tranquilo pelas autoridades e empresários. 

Audiência de conciliação descarta greve de motoristas

Representantes dos sindicatos das empresas (Seturn) e dos trabalhadores em transporte de Natal (Sintro/RN) discutiram a possibilidade de acordo em relação a algumas cláusulas do Dissídio Coletivo da categoria, e afastaram completamente qualquer possibilidade da realização de uma nova greve.

Durante a audiência de instrução do Dissídio Coletivo realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RN), ficou acordado entre as partes um reajuste salarial de 6% para os trabalhadores e praticamente definido o percentual 15% de reajuste do vale-refeição, que tem valor diferenciado entre motoristas e cobradores.

Ainda na audiência, o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano do Rio Grande do Norte (Seturn) propôs um reajuste linear de 8% sobre o vale refeição, o qual não foi aceito pelo Sindicato dos Trabalhadores (Sintro-RN).

Os rodoviários pretendiam unificar o valor do vale refeição para motoristas e cobradores. O Seturn apresentou nova proposta de reajuste linear de 15% para o vale refeição e a contratação de seguro de vida para motoristas e cobradores.

Durante a discussão, o Ministério Público do Trabalho apresentou além do aumento linear de 15% do valor do vale, a equiparação gradativa do valor pago aos cobradores, nos próximos três anos, em acréscimos de 33,33% anuais, até que, ao final, sejam unificados os valores pagos a motoristas e cobradores.

Após essas negociações, se conciliados pelas entidades sindicais, os termos do acordo serão enviados ao TRT/RN, para homologação do Dissídio Coletivo pelo Tribunal Pleno. 



Fonte: Tribuna do Norte

DENGUE: Municípios não definem suas ações


Apesar do crescente número de casos de dengue, considerado alarmante pela Secretaria Estadual de Saúde, os municípios potiguares com índices de risco mais alto pela epidemia não definiram seus planos de ação para conter a doença. Segundo a subcoordenadora da Vigilância Epidemiológica, esses planos estão sendo produzidos, sob a supervisão da Sesap, mas não foram finalizados. O Ministério da Saúde instituiu um acréscimo de 20% no repasse de 35 municípios, considerados de alto risco, para destinar a ações de prevenção e combate à dengue. A destinação para o Rio Grande do Norte foi orçada em cerca de R$ 1,75 milhão.

Alex RégisJuliana Araújo apresentou quadro no Estado
Juliana Araújo apresentou quadro no Estado

A Sesap está trabalhando em conjunto com os 35 municípios que têm um alto risco de desenvolver epidemia, por uma portaria publicada em outubro do ano passado em um plano de ação para o combate à dengue. Segundo a portaria 2.557, os municípios devem receber um acréscimo de 20% no repasse relacionado à vigilância epidemiológica para "qualificação das ações de prevenção e controle da dengue destinado ao Distrito Federal e Municípios prioritários". 

A verba só será repassada após o envio do plano de contingência para o Ministério da Saúde. "Estamos trabalhando nisso. Os municípios enviaram um esboço e estamos considerando as particularidades de cada local para terminar o trabalho", diz Juliana. Segundo informações do Datasus, apenas seis municípios dos 35 receberam o repasse. São eles: Jaçanã, Lagoa de Velhos, Macau, São Miguel, São Paulo do Potengi e Sítio Novo. 

O recurso disponibilizado pelo Governo Federal deve ser destinado a garantir a quantidade adequada de agentes de endemias, uma cobertura plena em termos de visitas aos domicílios, além de melhorias na notificação de casos, entre outros procedimentos de prevenção e combate. O carro fumacê, por exemplo, é uma ferramenta utilizada em último caso, segundo a Vigilância Epidemiológica. Até agora 25 municípios precisaram desse tipo de procedimento, incluindo Natal. Há cinco municípios adicionais em análise.

Os esforços para combater a proliferação da dengue se mostram mais urgentes porque a epidemia já foi diagnosticada pela Sesap. Em 2012 já foram notificados 13.724 casos até a semana 20, sendo que 31 óbitos são suspeitos de terem sido causados pela Dengue, o que chama a atenção para os casos graves da doença, que afeta todo o Estado, que possui 62 municípios com alta incidência da dengue. Outros 45 estão com média incidência da doença. Três mortes foram confirmadas como causadas pela dengue. Por sua vez, o índice de infestação predial por mosquitos da dengue já superou os 4% em 25 municípios. O Ministério da Saúde preconiza que esse índice não ultrapasse o nível de 1%.

A prevenção da Dengue depende também de uma coleta regular de lixo e materiais como pneus, um eficiente sistema de abastecimento de água, que reduz a necessidade de armazenamento de água em tonéis, ações educativas desenvolvidas nas escolas, entre outras ações a serem desenvolvidas de forma conjunta. Os municípios ficam responsáveis pelo combate preventivo à proliferação do mosquito.

Subnotificação é um dos entraves para o combate

Um dos problemas mais comuns no combate à dengue, segundo Juliana Araújo, é a subnotificação. Há muitos casos que não chegam às estatísticas do poder público. Isso dificulta, segundo a subcoordenadora, o diagnóstico da epidemia. "Isso dificulta a avaliação da autoridade sanitária, que não tem como dizer de forma rápida se já se tem uma situação de epidemia", diz Juliana.

Além disso, os municípios tem dificuldade de fazer a investigação dos casos suspeitos. Assim, as estatísticas nunca são consolidadas. Em 2008, por exemplo, dos mais de 40 mil casos suspeitos, apenas 13 mil foram confirmados. Vários fatores ocorrem para provocar essa situação, desde a falta de pessoal até a demora para que o exame clínico seja feito.



Fonte: Tribuna do Norte

CRISE NA SAÚDE: Leitos são metade do recomendado


O número de leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Rio Grande do Norte é 50% inferior ao recomendado pelo Ministério da Saúde. Somente na capital, existem 151 vagas, nas redes pública e privada, quando o necessário seria pelo menos 300. A situação pode piorar caso o Conselho Regional de Medicina (Cremern) interdite alguns leitos que funcionam, segundo especialistas, de forma irregular. A demanda reprimida é outra preocupação. Em alguns hospitais, há casos de pacientes que aguardam por cirurgias há mais de um mês por falta de vagas nesse setor.

Júnior SantosApenas em Natal, número de leitos pode ser ainda menor do que é apresentado, devido aos instalados sem equipamentos adequados
Apenas em Natal, número de leitos pode ser ainda menor do que é apresentado, devido aos instalados sem equipamentos adequados

As autoridades de Saúde Pública não sabem qual a quantidade exata de pacientes que, nesse momento, aguardam uma vaga nas UTIs. No entanto, de acordo com o presidente da Sociedade Norte-Riograndense de Terapia Intensiva (Sonorti), Antônio Fernando, o índice é elevado. "Não sabemos exatamente esse percentual porque os hospitais não fazem esse acompanhamento. Porém, é certo que há uma demanda reprimida muito alta. O número de leitos é baixo", disse.  

A falta de leitos nas UTIs do Estado é assunto discutido há muito tempo. Em abril passado, devido à falta de vagas na rede pública, a juíza Patrícia Gondim Moreira Pereira, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal, determinou ao Estado do Rio Grande do Norte e ao Município de Natal a instalação ou ampliação de leitos, conforme determinado pela Portaria Ministerial nº 1.101/2002, em um percentual de no mínimo 7% dos leitos totais. A determinação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJRN) e Estado e Município têm cerca de cinco meses para cumprir a ordem sob pena de pagar multa diária.

Porém, mesmo com a decisão judicial, a população não observa melhorias. Pelo contrário. No dia 18 de maio, a UTI do Hospital Giselda Trigueiro foi transferida para o Hospital Ruy Pereira. O motivo da mudança inesperada foi um curto-circuito na rede elétrica do Giselda que danificou alguns aparelhos. Desde então, os pacientes estão acomodados em uma sala improvisada. O espaço é amplo mas não oferece a mesma comodidade e segurança necessária. "A pior parte diz respeito aos diagnósticos. Estamos aqui, mas todos os exames são feitos no Giselda. Além disso, as roupas e alimentação também vêm de lá. Fica complicado trabalhar assim", relatou Ariane Pereira, infectologista. Na tarde de ontem, quatro pacientes estavam no setor. Não há informações de até quando a UTI do Giselda Trigueiro funcionará de forma improvisada.

Enquanto isso, médicos e pacientes dividem uma outra preocupação. O hospital Ruy Pereira pode sofrer intervenção ética. Em janeiro, os médicos que trabalham no local entregaram um documento à Sonorti relatando as dificuldades e necessidades. Segundo Antônio Fernando, na UTI, que abriga cinco leitos, não há material básico como aparelho de raio-x. "Os médicos nos relataram que há problemas com exames laboratoriais. É difícil manter uma UTI funcionando nessas condições", disse. O Cremern, segundo o presidente, tem conhecimento da situação e deve se pronunciar nos próximos dias.

A TRIBUNA DO NORTE entrou em contato com a secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) na tarde de ontem. A assessoria de imprensa informou que "há alguns dias, algumas pessoas procuram a secretaria para falar sobre o assunto, mas ninguém está à vontade para falar sobre isso". A Sesap está sem secretário desde o início de maio. Alguns questionamentos foram encaminhados à Sesap, via e-mail, mas não obtivemos resposta.

Sindicatos querem interditar o Walfredo

O Conselho Regional de Medicina (Cremern) deverá receber, nos próximos dias, o pedido de interdição do Hospital Walfredo Gurgel. A solicitação partirá do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), Sindicato dos Trabalhadores em saúde (Sindsaúde-RN) e Sindicato dos Odontólogos do Estado (Soern). Na última quarta-feira, os sindicatos se reuniram e decidiram que, devido aos constantes problemas de abastecimento e lotação, a interdição total do hospital seria a melhor solução.

O presidente do Sinmed-RN, Geraldo Ferreira, sugere que a interdição seja feita por etapas. "Temos consciência de que não é possível um fechamento total do hospital de uma única vez, pois não há como se transferir 400 pacientes de imediato, por isso sugerimos o fechamento por etapas", explicou. Os sindicatos querem ainda que haja uma fiscalização mais efetiva nos hospitais da rede pública estadual a fim de que seja elaborado um documento com pontos a serem cobrados ao Governo do Estado.

Pelo menos um setor do Walfredo Gurgel já está interditado. Desde o dia 8 de maio, o setor de reanimação sofreu intervenção do Cremern. Segundo o Sindsaúde-RN, nenhuma providência foi tomada. De acordo com Jeancarlo  Cavalcante, presidente do Cremern, a solicitação dos sindicatos deverá ser analisada pelo órgão. "Somente o Cremern tem o poder de interditar ou não qualquer unidade de saúde. Não recebemos nenhum ofício ou documento dos sindicatos, mas o vice-presidente do Cremern esteve na reunião de quarta-feira. Vamos analisar a questão para tomar a decisão correta", disse.



Fonte: Tribuna do Norte

Campanha contra gripe acaba hoje sem atingir meta


A Campanha de Vacinação Contra a Gripe termina hoje (01) em todo o país. Até ontem, no Rio Grande do Norte, 356.938 pessoas foram imunizadas, sendo 73,69%, e ficando abaixo da meta do Ministério da Saúde de atingir 80% dos grupos considerados prioritários. No Brasil, 20,6 milhões de pessoas foram vacinadas contra a doença, o que representa 68,34% do público alvo. Em todo o país, 34 mil postos de saúde estão à disposição do público prioritário.

Wilson Dias/ABrDurante toda a sexta-feira as unidades de saúde devem dispor das doses a serem aplicadas
Durante toda a sexta-feira as unidades de saúde devem dispor das doses a serem aplicadas

A meta é proteger 24,1 milhões de pessoas dentro de grupos prioritários, formados por idosos a partir de 60 anos de idade, gestantes, população indígena, crianças entre seis meses e dois anos de idade e trabalhadores de saúde. 

A campanha, que teria fim no dia 25 de maio, foi prorrogada por uma semana e neste período, foram vacinadas aproximadamente cinco milhões de pessoas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alerta para a importância da vacina - oferecida gratuitamente nos 34 mil postos de saúde de todo o país - para a segurança, proteção e eficiência que a vacina fornece contra os três vírus que mais circulam no Brasil. "A vacina é a melhor maneira de evitar a doença. Amanhã  [hoje] é o último dia da campanha nacional. É fundamental que as pessoas se protejam para o período de maior circulação do vírus da gripe que se aproxima", explicou Padilha.

A cobertura entre os grupos prioritários no Estado ficou da seguinte forma, segundo a Sesap: os idosos, com 236.718 idosos imunizados; seguidos pelas crianças, 61.871  imunizadas; trabalhadores de saúde, 35.453 imunizados e o grupo das gestantes, com 24.655 imunizados.

Três Estados atingiram a meta de vacinação - Santa Catarina com 786.840 pessoas vacinadas, o que representa 85,92%; o Acre, que já imunizou 89.744 pessoas, o que corresponde a 81,7%, e Alagoas, com 80,16% e 363.092 de vacinas aplicadas.

Entre as regiões, o Sul e o Centro-Oeste se destacam com 75,07% (3.373.032 pessoas) e 72,09%, (1.449.322 imunizados), respectivamente. No Nordeste, 5.678.148 pessoas já receberam a dose da vacina, totalizando 69,52% da população alvo.

Na região Norte, mesmo com as fortes chuvas, 1.513.398 pessoas foram imunizadas, o que representa 67,07%. E no Sudeste, 64,97% da população alvo foi vacinada, totalizando 8.586.639 pessoas.

Com 78,64% de imunizados (englobando 1.954.888 de pessoas), o grupo dos trabalhadores em saúde tem o maior índice de cobertura, entre os que compõem a população alvo da campanha contra a gripe. As crianças com até dois anos de idade atingiram 75,19%, o que significa 3.249.172 de doses aplicadas. Entre a população acima dos 60 anos, foram 13.849.533 doses aplicadas, representando 67,3% do público alvo. A população indígena teve 56,75% de imunização, com 332.841 vacinados. Já entre as gestantes o índice é de 60,59%, o que representa 1.309.183 de mulheres imunizadas.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, reforça a importância da vacina e descarta a possibilidade de haver efeitos nocivos. "A vacina é segura e a maioria das reações adversas é leve, como dor e sensibilidade no local da injeção. Só quem tem alergia a ovo não pode tomar a vacina", ressaltou. O secretário explicou ainda que é impossível contrair gripe após a vacinação, como algumas pessoas costumam afirmar. "O vírus usado nesta vacina é inativado", observou.

Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e, de 39% a 75%, a mortalidade global. Entre os residentes em lares de idosos, a vacina reduz o risco de pneumonia em cerca de 60%, e o de hospitalização e morte em aproximadamente de 50% a 68%, respectivamente. Os grupos prioritários foram escolhidos de acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que se baseou em estudos epidemiológicos e elegeram os mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.



Fonte: Tribuna do Norte

COPA 2014: Relatório nacional mostra que Natal está atrasada


O balanço feito pelo Governo Federal revelou que Natal é uma das cidades mais atrasadas no cronograma das obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014. O relatório entregue pelo ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro na Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados revelou que na cidade de Natal foi iniciada apenas uma obra de mobilidade. Outras três estão paradas e não tiveram nem mesmo os contratos assinados.
Rodrigo SenaUma das obras mais complexas está prevista para a avenida Engenheiro Roberto Freire
Uma das obras mais complexas está prevista para a avenida Engenheiro Roberto Freire

O documento do Governo Federal mostrou que a situação de Natal só é melhor do que Brasília, onde estão previstas duas obras e nenhuma foi iniciada, e Manaus, que também não começou nenhuma das duas obras previstas. 

As obras de mobilidade em Natal, que são responsabilidade do Governo e da Prefeitura, estão orçadas em R$ 661,8 milhões. Desse total, R$ 361 milhões virão de financiamento. 

"Não temo pela construção do estádio, que é um investimento privado e já foi assegurado pela construtora, mas pelas obras de infraestrutura e mobilidade urbana, de competência da Prefeitura e do Governo do Estado, que não foram iniciadas até agora", disse o deputado federal Fábio Faria (PSD), que integra a Comissão de Turismo.

Aos parlamentares o ministro informou que o mês de outubro é o prazo limite para o início de todas as obras de mobilidade. "Se até lá não houver avanço nas obras mais atrasadas, haverá o comprometimento do cronograma", reconheceu Aguinaldo Ribeiro. E enfatizou: "O Ministério repassa os recursos, mas não é responsável pela contratação; mas estamos fazendo o acompanhamento in loco em todos os estados. Estamos identificando os gargalos que estão interferindo nos cronograma e atuando".

As obras de mobilidade nas 12 cidades sedes da Copa do Mundo somam R$ 12 bilhões e contabilizam 51 empreendimentos. 



Fonte: Tribuna do Norte